Inferno-Velho


04/05/2007


Os manuais de RPG incitam à violência?

A editora de RPG Wizards of the Coast tem em seu portal na internet uma seção voltada especialmente para pais e professores que desejam conhecer melhor o jogo para poder compreender melhor os jovens que o praticam.
Um dos trechos mais interessantes diz o seguinte:

Monitore se o conteúdo é apropriado

Uma observação que precisa ser feita sobre o conteúdo é que o Dungeons & Dragons (D&D) tem um tema comum de "violência redentora", como uma história de super-heróis ou um faroeste (ou um seriado como "24 horas"). Em suma: o mundo é perigoso, cheio de caras maus tentando fazer coisas más. Os heróis são os únicos que podem pará-los e, enquanto negociar e conversar pode ajudar algumas vezes, cedo ou tarde os heróis e os vilões vão se digladiar. Normalmente cedo. Num jogo típico de D&D, há um monte de castigos, surras, detonações e esmagamentos de caras maus, o que é justificado pela necessidade (os vilões não irão responder a nenhum outro método), urgência (os caras maus irão fazer coisas más se não forem impedidos tão rápido e permanentemente quanto possível) ou extremismo (as coisas más que os caras maus farão são tão extraordinárias que eles precisam ser impedidos de qualquer forma necessária). Claro que é apenas um mundo de fantasia e não há nenhuma violência de verdade acontecendo, mas da mesma forma que falamos de violência na TV, nos filmes e nos videogames, podemos falar sobre ela nos RPG de mesa.


Brincar de matar monstros realmente nos ajuda a elaborar o significado de tantas outras violências que sofremos diariamente (injúrias, difamações, humilhações, desrespeitos, discriminações, ameaças, injustiças e frustrações em geral).
O RPG, como a arte, não deveria ser censurada em sua função de catarse, pelos mesmos motivos que obras tão belas e obscenas como Édipo Rei existem e merecem ser encenadas. Ao mesmo tempo, apesar do alívio de tensão que os jogadores sentem ao assumirem no jogo o papel de um bárbaro truculento, deve-se pensar se não há outras formas além da violência para se resolver velhos problemas como a perda de direitos e a luta de classes.
É como se os RPG só exercitassem uma única maneira de se lidar com a realidade, uma maneira bruta e muitas vezes cruel, o caminho da "desumanização do inimigo". Não entendam mal, o RPG merece ser defendido, porém poderia reproduzir uma visão de mundo mais tolerante do que a que propaga.
Matar para se tornar mais poderoso ou para se apoderar dos despojos do inimigo é bem diferente de lutar para salvar o mundo ou para defender seus ideais. Mortes violentas são um tabu tão forte em nossa cultura que sentimos ao mesmo tempo ojeriza e anseio por elas. Basta ver a vontade espontânea que pessoas de bem expressam de linchar assassinos de crianças, por exemplo.
Dessa forma, o assassinato torna-se um símbolo muito poderoso, e passa a ser representado de forma abusiva em diversos produtos culturais, como os wargames e o RPG, devido ao seu apelo comercial.
Mas a Morte também representa um símbolo da renovação natural, sem a qual o mundo se estagnaria, superlotado de decrepitude. Nada nem ninguém dura para sempre, inalterado. Na Natureza tudo deixa de ser o que era. Tudo morre para o que era para tornar-se uma coisa nova.
Quando os personagens dos jogadores derrotam um vilão tirano num jogo de RPG, derrotam um símbolo da Tirania, para que a Liberdade ou outro ideal o substitua. É importante jogar com tais símbolos.
A vida real nem sempre nos parece justa o suficiente para nossos anseios de eqüidade. A função do RPG passa então a ser a de restituir ao mundo o equilíbrio esperançado.
Os jogadores assumem o papel de heróis porque buscam restabelecer a justiça da melhor maneira possível, e a maneira mais eficiente para quem encontra a intransigência do adversário ou ignora estratégias mais diplomáticas acaba sendo a violência.
Matar monstros pode ser divertido para nos vingarmos de nossa falta de poder real. Derrotar o mal é compensador para nossos anseios morais. Um bom jogo de RPG pode significar muito para o equilíbrio mental de seus jogadores, apesar de não instruí-los a encontrar novos meios de lidar com suas reais frustrações.
Não há nada de inerentemente imoral em combates até a morte. A legítima defesa se baseia nisso tanto quanto as brigas de torcidas organizadas. No RPG, o erro poderia estar em expressar por meio dos personagens um excesso de violência com requintes de crueldade. Mas é comum que os próprios jogadores retrocedam em suas ações e evitem que seus personagens ajam de tal forma. Eles sabem o que é certo e isso os impede de serem desumanos, mesmo que na ficção.
Por isso é desnecessário e inócuo proibir ou censurar a publicação dos manuais de RPG. Melhor seria incentivar seus escritores e seus praticantes a elaborarem jogos em que os problemas fossem resolvidos por outros meios, em vez de apenas evitados, adiados e piorados continuamente pelo uso da violência.

Texto esperando publicação em www.gostodeler.com.br

Escrito por Bunitim Barretão às 21h29
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01/05/2007


Concursos: Regimento Interno da Câmara

Pelo que eu entendi visitando o saite da Câmara dos Deputados, os 11 membros da Mesa Diretora não podem fazer parte de nenhuma Comissão.


Preciso revisar a seqüência em que os Suplentes substituem os Secretários ausentes na Mesa. Tenho dúvidas se o Primeiro Suplente pode substituir qualquer Secretário ou se somente substitui o Primeiro Secretário, mas tenho quase certeza que é a primeira opção.


Acho que fica assim a seqüência: O Quarto Suplente substitui o Terceiro Suplente que substitui o Segundo Suplente que substitui o Primeiro Suplente que substitui o Quarto Secretário que substitui o Terceiro Secretário que substitui o Segundo Secretário que substitui o Primeiro Secretário que substitui o Segundo Vice-Presidente que substitui o Primeiro Vice-Presidente que substitui o Presidente da Mesa da Câmara.


Parece aquela música "A Velha Debaixo da Cama" que o Didi cantava nos Trabalhões.

Escrito por Bunitim Barretão às 19h08
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25/04/2007


VERDADES PARANÓICAS SOBRE O KUMON

O método Kumon é a peça mais inofensiva de um plano de dominação mundial japonês. O Professor Toru Kumon foi apenas um marionete na mão de um demônio que se apossou de sua mulher para obrigá-lo a torturar seu próprio filho, tornando-o o melhor da classe. A cada círculo vermelho (da bandeira do Japão) traçado pelos milhões de auxiliares no processo diário de atribuição de notas, o demônio japonês torna-se mais poderoso, engrossando suas fileiras de crianças inteligentes e revoltadas.

Escrito por Bunitim Barretão às 13h55
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07/04/2007


NeoPaganismo

Um "deus" mais sábio que o Deus humano, um deus protozoário, onipresente fisicamente, uma força sábia, mais que inteligente, que organiza a matéria naturalmente entrópica, garantindo a vida dos organismos.
O que for pulsante, flexível, adaptável como essa energia, viverá.
O que for rígido ou estagnado perecerá na entropia da matéria morta.
O verdadeiro inferno se manifesta pela perda da flexibilidade pulsante da vida, quando a tensão crônica sufoca o organismo em sua agonia cancerosa.
Qualquer lugar pode se tornar um cativeiro, basta que lhe fechem as entradas e saídas.
Nosso próprio corpo, quando "trancado", torna-se um verdadeiro inferno, e damos razão ao vilão do filme "Coração de Dragão" quando ele mata o servo dizendo que o está libertando, quando o correto seria o vilão cometer suicídio caso por não conseguir um meio de se abrir. Mas infelizmente alguém fechado em si mesmo sempre comete o pecado do solipsismo de forma paranóica, extendendo seus próprios pensamentos aos outros e esquecendo que é ele mesmo o outro dos outros.
O mesmo equívoco foi cometido numa aula de cursinho, quando o aluno disse não querer ter aula com o professor por o considerar muito arrogante. O professor interpretou uma injúria em vez de uma constatação do aluno sobre si mesmo.
O certo seria os escritores da Bíblia terem constatado que sempre amamos o próximo como a nós mesmos e a nós mesmos sobre todas as coisas. É nosso egoísmo solipsista.

Escrito por Bunitim Barretão às 22h51
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07/09/2006


Votar em quem?

Eu achava que bastava votar nos candidatos e legendas de partidos não envolvidos no mensalão e no escândalo dos sanguessugas para renovar o congresso e eleger um bom governo para o DF e para o Brasil.
As opções que me restaram então foram o PSOL (formado por dissidentes extremistas do PT) e o PDT.
Porém descobri numa conversa que o PDT não aparece em nenhuma das listas de corruptos porque costuma negociar seus votos no congresso por cargos em ministérios e coisas do gênero.
Além disso fiquei sabendo que o PDT costuma agir com duas caras, apoiando o segundo nas eleições, mas sempre agindo como oposição no congresso, independente do partido eleito ter sido ou não o apoiado por eles.
Quanto ao PT, partido do qual eu passei a ter ojeriza após a queda de seus membros envolvidos na corrupção, continua sendo o único partido com ideologia do Brasil, o que é bom porque faz com que seus eleitos ajam de forma mais racional e menos vendida.
Pedro me disse que o PSDB tem governado bem, mas eu não gostei de eles terem vendido grandes fontes de renda do governo, o que só aumentou a carga tributária da classe média.
De acordo com as pesquisas que tenho visto, o Lula já vai ganhar votos demais, então devo votar na Heloísa Helena para forçar um segundo turno, ou no Cristovam por acreditar parcialmente em seu projeto educacional.
A idéia do Cristovam de federalizar o ensino fundamental é perfeita, mas ele está esquecendo de falar sobre mudanças curriculares. Eu incluiria duas novas matérias no currículo escolar: direitos e garantias constitucionais, para os alunos serem alfabetizados em cidadania, e educação financeira, para eles aprenderem que podem estudar para serem patrões em vez de empregados. Quanto a várias outras matérias que têm sido incorporadas gratuitamente ao ensino fundamental, como filosofia, sociologia, psicologia, etc., deveriam ser estirpadas e deixadas no ensino superior ou como aulas opcionais, junto com educações físicas e educações artísticas. Outra coisa boa seria uma educação para a saúde, onde aprendêssemos a encarar comida como remédio preventivo e a cuidar de nossos corpos com prazer em vez de obrigação.

Escrito por Bunitim Barretão às 13h24
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14/07/2006


"Não preciso de Deus para ser virtuoso."

Quando: 14/07/2006

Eu mesmo sendo confucionista e anticristão (quase satanista).

Categoria: Citação
Escrito por Bunitim Barretão às 23h07
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13/07/2006


Discipline esse moleque

Retifico a observação de ontem: chegar cedo aos lugares é mera conseqüência de acordar cedo naturalmente após uma noite de sono suficientemente longa. Portanto dormir cedo e estar bem alimentado são os reais motivos do bem-estar social, independente da situação.

Conclusão: Devo me botar para dormir mais cedo para ter tempo de tomar café da manhã.

Escrito por Bunitim Barretão às 12h31
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12/07/2006


O que eu faço com minha Fobia Social

Hoje eu descobri que minha fobia social é muito maior quando eu chego num lugar e esse lugar já está lotado de pessoas desconhecidas. Do contrário, quando chego num lugar cedo, antes que a multidão se estabeleça, eu me sinto bem mais à vontade.

Escrito por Bunitim Barretão às 14h01
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02/07/2006


"Como, estou dirigindo?"

Autor: Again

Forma errada, mas engraçada, de ler os avisos com telefones nas traseiras de ônibos e carros comerciais.

Categoria: Citação
Escrito por Bunitim Barretão às 23h40
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Tira-Dúvidas!

Pergunta: "Minha auto-estima é diretamente proporcional ao meu extrato bancário, há alguma alternativa para isso?"

Resposta: "Não no sistema capitalista liberal, onde nosso poder (potência ou impotência) é aquisitivo, material, financeiro ou econômico.

Escrito por Bunitim Barretão às 23h39
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Imagem & Semelhança

As baratas nos lembram de nossa miséria sexual. Quando as esmagamos e as envenenamos, vemos a nós mesmos correndo pelos cantos e nos escondendo enquanto nos reproduzimos indefinidamente e festejamos nos raros momentos de abundância com as migalhas dos banquetes alheios.

Escrito por Bunitim Barretão às 23h37
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Crianças Ocupadas

Uma preocupação muito comum das crianças é a de estarem "sem tempo", "muito ocupadas", "fazendo coisas demais", pois alguns pais, desesperados com o mundo que assistem nos noticiários, fazem questão que seus filhos estejam prontos para qualquer dificuldade (mesmo que imaginária), como os agentes secretos cinematográficos. E seus filhos e filhas compram esta idéia e nunca são suficientemente bons para suas próprias expectativas e para as de seus pais desesperados, então acabam também desesperados ou desesperançados, pois para eles tanto faz cumprirem ou não os deveres, nunca serão tão bons quanto eles mesmos e seus pais esperam.

E, no fim das contas, são todos, pais e filhos, "crianças perdidas num mundo cruel", abandonadas por quem lhes deu à luz e não percebem quem são; esquecidos, nunca lembrados como pessoas em eterno desenvolvimento, somente lembrados como potenciais funcionários eficientes, com necessidades "secundárias" de amor e atenção que "atrapalham" seu "desempenho" nas tarefas "importantes", somando-se a isso o fato de sermos todos nós criados como "clientes passivos e conformistas".

Eu poderia terminar o texto com frases reconfortantes como "quem é que não gosta de ser recebido com um abraço" ou "de ser ajudado nas horas difíceis", mas prefiro dizer que as crianças, inclusive as adultas, são pessoas sob nossa responsabilidade, e não nossas propriedades privadas.

Escrito por Bunitim Barretão às 23h35
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Cadê Eu?

Onde estou quando me ausento do mundo que a vida social me obriga a estar? Estou sempre pensando, nunca sentindo, pois isso me angustia. Estou sempre observando, mas nunca me realacionando, sempre fugitivo, nunca relativo, sempre abstraído e absoluto, sempre com a razão e perdendo-a freqüentemente com o qualquer mínimo imprevisto, sempre controlando precariamente a sorte e a insconsciência, inclusive a dos outros.

Escrito por Bunitim Barretão às 23h26
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"O melhor presente para uma pessoa fofoqueira seria um espelho com eco, para que ela percebesse de quem realmente está falando."

Autor: Eu de novo

Categoria: Citação
Escrito por Bunitim Barretão às 23h23
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Se Minha Boca Falasse

Mulher conversando com porteiro do cursinho: "Os homens de hoje não são mais cavalheiros."

Eu, em pensamento: "É preciso damas para que hajam cavalheiros. Para cortesãs, bastam presentes caros."

Escrito por Bunitim Barretão às 23h22
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BRASIL, Centro-Oeste, CRUZEIRO, CRUZEIRO NOVO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Informática e Internet, RPGs, Concursos Públicos, AcasalamentoSkype

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